O preço continua a ser o principal critério na escolha das férias de verão. Um estudo da ConsumerChoice mostra que a maioria dos portugueses procura destinos mais baratos e que muitos já desistiram de viajar para locais considerados demasiado caros.
É essa a principal conclusão de um estudo da ConsumerChoice, realizado através de um questionário online junto de 700 participantes de diferentes idades e regiões do país.
Os dados mostram que o impacto económico continua a influenciar fortemente as decisões dos consumidores. Mais de 60% dos inquiridos admitem que vão optar por destinos mais baratos este ano, enquanto 73% afirmam já terem desistido de uma viagem por considerarem que o destino era demasiado caro.
Esta preocupação reflete-se também na forma como as férias são preparadas. Quase metade dos participantes afirma organizar as viagens entre três e seis meses antes, numa tentativa de garantir preços mais competitivos e uma maior oferta de opções.
A procura por poupança não significa, contudo, que os portugueses estejam dispostos a abdicar de viajar. O estudo sugere uma adaptação dos hábitos de consumo, com muitos consumidores a procurarem soluções que permitam conciliar descanso e controlo do orçamento.
Um dos exemplos é a crescente preferência por várias escapadinhas ao longo do ano em vez de um único período prolongado de férias. Esta opção é escolhida por 72% dos participantes, “refletindo uma tendência para viagens mais flexíveis e ajustadas ao orçamento disponível”.
Também os destinos escolhidos parecem refletir uma maior atenção à relação entre custo e experiência. No caso do Algarve, 36% dos consumidores consideram que a região está demasiado cara para aquilo que oferece quando comparada com outras alternativas.
“No que diz respeito às regiões portuguesas mais procuradas, o Alentejo surge como o destino mais referido, com 21% das respostas, reforçando a atratividade da região enquanto opção de férias mais tranquila, autêntica e ligada à natureza”, refere o estudo.
Apesar desta preocupação com os preços, há áreas onde os consumidores mostram menos disponibilidade para cortar. A alimentação e os restaurantes surgem como a principal prioridade durante as férias, seguidos pelo conforto do alojamento.
Que cuidados devemos ter?
Outro hábito que pode não ser o mais adequado é carregar constantemente a bateria até aos 100%. O responsável refere que “não se deve carregar acima de 80%”, não só porque isso pode ser menos favorável para a bateria, mas também porque, sobretudo nos carregamentos rápidos, o processo se torna significativamente mais lento a partir desse nível de carga.
A questão dos custos é outra das principais preocupações dos consumidores. Carregar em casa pode representar uma poupança, mas nem todos os utilizadores têm as mesmas condições. Rui Romano explica que essa vantagem depende de fatores como a existência de um local próprio para carregar o veículo e do tarifário de eletricidade contratado. “Se tiver condições para isso e uma tarifa de eletricidade correta, poderá ser mais barato”, afirma.
Já durante as viagens, o planeamento assume um papel fundamental. “Muitos utilizadores têm aquela ideia de que vão numa autoestrada e vão sair dessa autoestrada para carregar num carregador que está a seis ou sete quilómetros de distância, para ser mais barato. Isso é um erro”, explica. O motivo é simples: ao desviar-se do percurso, o condutor gasta energia adicional, perde tempo e pode acabar sem qualquer vantagem económica relevante.
Por isso, recomenda que os condutores planeiem antecipadamente os percursos e identifiquem os locais de carregamento antes de iniciar viagens mais longas. Além disso, destaca que existem cartões e aplicações que podem ajudar a reduzir os custos dos carregamentos.
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