Desde a invenção da imprensa os livros foram uma das fontes de informações mais importantes para a humanidade. Apesar de que neste momento o meio de comunicação e informação mais popular é internet, os livros não deixam de ser fonte de ideias, sabedoria e inspirações.
Há uns anos no calendário apareceu uma nova data – Dia Mundial do Livro e do Direito de AutorEste evento bastante recente inspirou o departamento de análise de Picodi.com a verificar onde, quando e porque os portugueses compram livros e qual é a relação dos leitores com a literatura.

Quando compramos livros
A grande quantidade de livrarias no país é uma prova de que os portugueses compram livros. As estatísticas mostram que a demanda por livros em livrarias online cresce mais em agosto, setembro e novembro. Durante a Black Friday os livros não são os produtos mais populares para comprar. Mesmo assim, o aumento de vendas em geral contribui também ao aumento de vendas nas livrarias online. O período com menos interesse é entre março e junho, quando chegam os dias mais quentes e as pessoas preferem passar tempo fora e de forma mais ativa.

Porque compramos livros
Fizemos um inquérito aos portugueses para percebermos como compramos livros.
A finalidade mais importante é perceber as tendências entre os consumidores de literatura.
De onde os portugueses têm os seus livros? A maioria (51%) compra nas livrarias. Só 7% aproveitam bibliotecas e 5% pede emprestado dos amigos. Entretanto 37% dos portugueses declaram que simplesmente não lê.
71% das mulheres e 60% dos homens que participaram no nosso questionário responderam que compraram pelo menos um livro no último ano e foram eles os que nos deram mais informações sobre as tendências no mercado da literatura em Portugal.
 
Os audiobooks tornam-se cada vez mais populares em todo o mundo, mas em Portugal este formato ainda não ganhou muita popularidade. No último ano 6% dos questionados compraram um audiobook online e somente 2% um audiobook no CD. Os portugueses são mais tradicionalistas – a maioria deles compra os livros de papel. A esmagadora maioria: 80%, ainda prefere comprar livros nas lojas físicas e 31% optam por livrarias online.
A grande parte dos livros é comprada pela decisão própria e não influenciada dos consumidores (52%), mas também muitos portugueses escolhem os livros motivados por recomendação dos amigos – 46%. O preço reduzido também é um dos fatores importantes na decisão da compra – 43%. A maioria dos entrevistados acredita que os livros têm o preço adequado (43%), 26% que são caros demais e 20% que são bem baixos.
Para que os portugueses compram os livros? A maioria dos portugueses fá-lo porque simplesmente adora a leitura (48%). A percentagem das pessoas que compram livros para os seus estudos ou trabalho também é bastante elevada em Portugal e é de 28%.

Os géneros literários mais populares
A maioria dos leitores escolhe livros de ficção (74%) Outros livros que despertam o interesse dos portugueses é literatura científica e livros didáticos (35%) e não ficção (30%).
Não surpreende que é a ficção o género de literatura mais popular. O grande leque de tipos desta literatura permite a todos encontrarem algo que adorem. Os tipos mais populares e lidos desta literatura é romance, livros históricos, aventura, policial e ficção científica. E o que não interessa aos portugueses? O que menos compram são livros de banda desenhada (6) e poesia (11%).
A metade dos entrevistados compra livros só umas vezes por ano e 37% compra regularmente, uma vez por mês. Uma parte também está bem viciada em leitura – 6% compra livros pelos menos uma vez por semana.
A maioria (87%) está satisfeita com a oferta de livrarias em Portugal.Só 13% acredita que as editoras não publicam livros suficientes.

A nação que menos lê?
Queríamos sublinhar que a finalidade do nosso estudo não foi indicar quem é que mais lê no mundo, mas uma análise em quais países se compra mais livros. É Turquia, Rússia e Espanha. Portugal encontra-se mais ou menos no meio desta lista – 65% compraram pelo menos um livro no último ano em comparação com 87% dos espanhóis e só 54% dos alemães.
 
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