A experiência de viver numa cidade parece estar aquém das expectativas de parte da população mundial. Um estudo realizado pela Capgemini revela que os cidadãos se sentem frustrados com a estrutura atual das cidades onde vivem e mostram-se preparados para dar conta dessa opinião de forma drástica: ponderam mesmo mudar de morada e encontrar uma smart city à sua medida. Em média, 40% dos residentes poderá deixar a sua cidade no futuro.

Segundo o estudo, elaborado com base nas respostas de 10 mil residentes e 300 autoridades de 58 cidades de 10 países, 58% dos cidadãos considera que as smart cities são sustentáveis e 57% entende que oferecem serviços urbanos de melhor qualidade.

Por isso mesmo, 36% está disponível para pagar mais por um sistema deste tipo. O número sobe ainda mais se considerarmos as gerações mais jovens, uma vez que 44% dos Millennials e 41% da geração Z estariam dispostos a pagar mais para viver numa smart city. Também 43% dos inquiridos com rendimentos anuais superiores a 80 mil dólares (aproximadamente 67,4 mil euros) faria o mesmo.

A Capgemini adianta ainda que apenas uma em cada 10 autoridades das cidades abrangidas pela análise refere estar já numa etapa avançada da implementação de uma visão de smart city. No mesmo sentido, somente 22% já começou de todo a levar a cabo iniciativas deste género.

Transportes públicos, segurança e poluição são alguns dos aspetos tidos em conta quando se fala de uma cidade inteligente. Para que estas áreas possam ser melhoradas é necessário, porém, recolher dados dos residentes e nem todos parecem aceitar essa possibilidade: 63% diz que a privacidade dos seus dados pessoais é mais importante do que serviços urbanos superiores.

Há ainda outros obstáculos a considerar, nomeadamente o facto de que 70% das autoridades locais inquiridas indicarem que é difícil conseguir o financiamento necessário. Além disso, 68% dá conta de dificuldades no desenvolvimento das plataformas digitais que uma cidade deste tipo requer.

 

Fonte


Conheça aqui o projeto de Marketing Escolha do Consumidor