A sustentabilidade está cada vez mais presente nas escolhas dos consumidores portugueses. Mas entre a intenção e a prática continua a existir um obstáculo difícil de ultrapassar: o preço. Neste episódio do “Minuto do Consumidor”, analisamos como a economia circular está a ganhar espaço nos hábitos de consumo e porque continuam a crescer modelos como a fast fashion.
“A economia circular começa a assumir um papel cada vez mais relevante nos hábitos e decisões de consumo dos portugueses”. Esta é uma das principais conclusões de um estudo da Consumer Choice, feito através de um inquérito online que contou com 750 respostas. Os dados mostram que 82% dos inquiridos dizem já ter ouvido falar deste conceito, associado à reutilização, reparação e prolongamento da vida útil dos produtos.
Os resultados mostram que estas práticas já fazem parte do quotidiano de muitos portugueses, com 95% dos inquiridos a afirmarem a integração das mesmas no seu dia-a-dia. O destaque vai para a reutilização de embalagens (80%), a reparação de equipamentos (68%) e o aproveitamento de sobras alimentares (67%).
Também o mercado de segunda mão tem vindo a ganhar relevância. Segundo o estudo, 75% dos consumidores já vendeu, comprou ou trocou produtos usados através de plataformas digitais, enquanto 83% consideram que a compra de artigos em segunda mão é hoje mais aceite socialmente.
O vestuário surge, aliás, como uma das categorias onde os consumidores identificam maior potencial para a adoção de práticas circulares. A grande maioria (68%) aponta este sector como uma área onde a economia circular pode ter maior impacto.
Apesar desta crescente consciencialização, a adoção de hábitos mais sustentáveis continua a enfrentar obstáculos. A falta de informação clara sobre produtos sustentáveis é apontada por 65% dos consumidores como uma das principais barreiras, enquanto 61% referem o preço elevado.
Esta realidade ajuda a explicar porque continuam a crescer modelos de consumo assentes na rapidez e nos preços reduzidos. É o caso da fast fashion, ou moda rápida em português, um modelo baseado na produção acelerada de coleções e na disponibilização constante de novas tendências a preços acessíveis.
Um estudo da empresa de pesquisa e consultoria Technavio, citado pela plataforma online Portugal Têxtil, prevê que o mercado global de fast fashion cresça 79,2 mil milhões de dólares entre 2025 e 2029. Segundo a análise, a procura por parte da população mais jovem, bem como o crescente uso das redes sociais estão na base do crescimento deste mercado.
O “Minuto Consumidor” é um projeto dedicado a esclarecer as suas dúvidas e ajudá-lo a tomar decisões mais informadas. Acompanhe no Expresso Online e na antena da SIC Notícias. Esta iniciativa tem o apoio da Escolha do Consumidor.
Porque consumidores informados fazem melhores escolhas.









